Arquivo do mês: agosto 2009

me diz gruda!

Gruda, meu amor… hahahaha.

Um outro post pra falar de amor.

Lembro de quando vivia aos catorze anos e falava àquela amiga da época, o quanto gostava dele de verdade, o quanto tudo que aconteceu era real e de tudo que estava sentindo…

“- E teus olhos brilham quando você fala dele…”

E hoje o passado volta como se nunca e ao mesmo tempo sempre já houvesse vivido essa mesma história, com esse mesmo amor, só mudando de protagonista (no caso, ele); mas ainda sendo os mesmos sentimentos.

Durante alguns anos da minha vida ouvi que eu era uma pessoa inconseqüente demais, que agia sem pensar. E por isso, havia de ser mais racional, buscando pensar antes de agir. Mas era também cheia de emoção e sentimento…

No presente, continuo a ser sentimento com muita profundidade mas agora sem muitas lágrimas. Não como os prantos de antes. Finalmente aprendi a ser racional mas  a conseqüência agora foi a de racionalizar tudo. Principalmente as emoções.

Agora peco por pensar demais, por elevar demais esse meu raciocínio louco que me faz querer entender tudo. Deixo que ele se estenda ao máximo e até onde ele pode me levar. E boicoto todos os sentimentos e a espontaneidade que tanto prezo.

Cérebro não atinge coração

Coração não atinge cérebro

Porque um fui feito pra atingir o outro e a mim também. No meu mundo eles funcionam juntos. E me fazem viva.

E agora eu tô aqui atingida… e melindrosa. A ponto de buscar o caminho de volta, o sentido reverso… Tentar pensar menos, esvaziar mais e assim tentar aprender a amar.

(Cadê o manual, Manoel?)

Ariannéia desaparecida das paradas de sucesso, ai.

“O sol batendo nas frutas, sangrando. Ai, meu amor, a solidão vai me matar de dor…” (Caetano)

Eu não gosto de Caetano, mas ele tem surgido dentro dos meus dias não sei bem por quê. Mas ele não me preenche, só perfura. Eu estou passando, nos domingos e nas segundas-feiras. Procurando um amor perdido na feira, tô sem freio, com essa solidão que não é feia.

Eu posso dizer que o universo sempre diz SIM. E que é interessante quando você se compreende como um SER e convive com você mesmo. Deixando rolar, deixando quieto, dando asas ao subconsciente que tem as ferramentas necessárias pra te fazer feliz. Sendo inconsciente de fachada, porque a consciência pede que se vire água.

-Oi, Sheila Mello?

Não. Não tô brega.

Eu tô mordendo a vida e curtindo a sensação do sumo dela escorrendo frio e doce pela barragem que é o canto da minha boca.

Eu tô apaixonada.

Por ninguém.

De ninguém.

Dentro de mim…

O bom e o legal do fluir da vida é o movimento. O movimento que me permite dizer isso hoje e estar melancólica e em busca de alguém pra me dar um pouco de pele amanhã. Me emprestar alguns pelos enquanto eu penso no próximo amanhã. Me ter. Ficou dúbio. É dúbio mesmo, em movimento. Girando e caindo e se segurando na borda do ciclo, do planeta, do mundo.

Hoje é sexta e eu tenho planos de ficar em casa, conversando com as minhas ciências naturais…

Beijos de bom fim de semana para las intergaláctivas, las vocês, las arellahs espanholas enigmas da floresta, las saturnines voantes mesmo sendo das águas… Amo vocês porque vocês existem e estão aqui comigo!

Ao meu amor

Como tirar vc de mim? O que eu faço com isso tudo? Que águas arrastarão de vez todos os campos floridos que brotaram do teu suor no meu corpo? Nunca me senti tão impotente…. O que me dá raiva é a suavidade do teu toque que nunca deixou minha lembrança. O que me dá raiva é ser capaz de me refazer quantas vezes forem necessárias e ainda assim você ressurgir em todas as novas milhares reinvenções de mim. Que fogo transformará em cinzas o calor vivo, concreto da tua boca em mim?  Que Deus onipotente conseguirá destruir esse desejo, maior que todos os já conhecidos por mim, de ter você de novo? Como convenço de uma vez por todos os meus pés que os caminhos a serem percorridos agora não vão em direção a ti?  E minhas mãos? Ah, bobas mãos, ainda em frenesi ansiando entrelaçarem-se nas tuas… Ó, meu amor…. Por que você não deixa de ser você? Por que não deixa de ser esse homem que me captura, que me amargura a alma?  Por que os teus ombros não se tornam outros ombros que não esses possuidores do maior aconchego para os meus sonhos? Por que o teu abraço não me esquece, não desfalece de vez? Ahhh, o teu abraço…. Como queria que ele não existisse, que se quer tivesse eu experimentado ser envolvida nessa tua luz que me banhava de paz e transcendência… Quem sabe essa seria a minha esperança de calar esse amor louco, impávido, teimoso… Amor mortífero que não me deixa seguir em frente sem te arrastar como um peso vivo e ardente a me queimar todos os minutos de minha existência…. Eu o amo, eu o amo, eu o amo.

Quem nome tem isso?

E de repente estamos em outro lugar, sendo atravessados por outros mundos, outras perspectivas, outros olhares, caminhos. Bom, bom demais…. Embreaguez lúcida, turpor cálido. Vontade de escrever um  monte de besteira só pra experimentar a sensação de ser feliz mesmo não sendo a Cecília Meirelles. Essa loucura desconexa que as vezes sou. Mas na verdade não estou com vontade de falar sobre o que sou. Até enjoei isso, porque as vezes enjoo as coisas, inclusive a mim mesma!! Mas as vezes também tenho vontade de ficar em minha compania 24 quatro horas. Mas que outra opção tenho? Se pelo menos tivéssemos personalidades múltiplas poderíamos dar um tempo de nós mesmos, e ficar variando… É isso mesmo que tô falando galera, é esse absurdo que vcs estão lendo!! kkkkkkkkkkkkkkkk!! E essa não é uma outra personalidade minha, sou eu mesma. Sei lá!! Tô cansada, com sono e tem um espanhol super gente boa que fuma marlboro, mas que não toma banho…. Que coisa né???

p.s. a vida tbm não é assim sem nexo e as vezes um tanto quanto besta assim como essa coisa que tá escrita aí em cima?