Arquivo do mês: setembro 2009

Bom dia!

Tô lendo esse texto do Gustavo Gitti. Ainda não terminei porque eu tô acordando pra ir pra faculdade agora, mas o título é “Viver além de si mesmo” e acho que ilustra muito bem o que ando pensando ultimamente. Das imposições do nosso ego acostumado com uma postura que ligamos à nossa essência. Mas a essência é como o universo, infinita.

“Ao conhecer alguém novo, por exemplo, raramente deixamos espaço para novas construções. A atitude mais comum é nos precipitarmos em nos apresentar de modo fiel ao que temos sido ou tentado fingir até então: “Oi, meu nome é Gustavo, eu tenho um blog sobre relacionamentos, faço dança de salão e pratico meditação”. Quem será que acredita nessas mentiras que contamos a nós mesmos? Na Cabana do Dr. Love, sempre que uma pessoa entra e se apresenta listando seus defeitos e virtudes, eu pergunto: “Você realmente acredita nessa auto-descrição?”. Talvez o estranho que acabamos de conhecer nos daria espaço para ser outra coisa, ou nós mesmos seríamos sua oportunidade de ser completamente novo. Talvez o tímido pudesse ser extrovertido pela primeira vez, o autoritário pudesse ceder e o canalha se apaixonar de modo derradeiro. Mas o tímido logo reafirma sua característica pelo corpo e às vezes pela própria fala (”Eu? Não, eu sou tímido”), o autoritário preocupa-se em aprender modos de controle que funcionem com a nova pessoa, e o canalha reitera seu fechamento à verdadeira canalhice da vida: amar.” (Gitti)

Vou tomar banho, beijo.

Anúncios

Deep inside of me.

Nasci mesmo pra morar fora. Digo isso pra minha mãe todos os dias. Ela até que me escuta, mas não me transborda. Nasci pra morar fora. No out de mim mesma, dos desejos, das vidas e de todas essas projeções mentais. Refúgios. Dores e medinhos. Amores e amoras. Tudo isso junto compondo cada passo dado em cada dia…

Pensar de outra forma não é menos inquietante, pois eu sou pra lá e pra cá, pé e noutro e tudo que fervilha. Consigo dar forma à algum fervilhamento, às vezes sai um desenho bacana, em outras sai um álbum inteiro, eu entrego pra poder atravessar um mar… um oceano. Mesmo sem saber nadar consigo isso. Enxerguei-me no outro, vi minhas retinas pulsarem, mesmo sem olhar no olho. Pois o olhar já é o OLHO e eu vejo tudo tão claro assim. Vejo tantas faces, mas nenhuma delas tem o cheio da tua camisa, ou os pêlos do teu corpo. Mesmo naquele olhar materno que me abraçou e nele te encontrei, não me mata o desejo. Nem me devolve o pedaço que o território inglês roubou de mim. Penso e repenso o encontro formal. Mas não adianta. O infinito toma conta e eu sigo sendo, apenas. Quando pensei nas cartas, não  lembrei da saudade. E tudo ficou unido, rindo pra mim, dizendo apenas assim: ‘Hey, sou eu mesmo, o amor’. Nada de phatos, ou fogo de palha. Já tentei repensar essa história como um mar desconexo, mas é tudo tão óbvio e claro que quando vejo os ósculos que ficas a me mandar, meu corpo inteiro se ilumina e sorri… Simultaneamente. Quando penso em sentimento é você que vem, feito os turbilhões do mundo. Quando sinto, o pensamento vai até a ti… No suspiro que precede a palavra prestes a ser propagada, eu me abrigo naquela que cala. Depois que descobri a profundidade do abismo imenso que há dentro de mim, perdi o medo de me jogar…

 

 

(apaixonada, essa mulher? rsrsrsrs)

Thinking about God.

Já consigo perceber que a vida é feita de fragmentos. Momentos que se misturam a histórias e fazem um eu, fazem um você. Vejo isso a cada momento que entendo,  sinto e percebo. Dentro de um moinho louco dos acontecimentos, vejo gotejamentos de intensidade e lucidez; uma maneira rápida e evidente de se dizer o que é vida, de se perceber humano. A cada dúvida esmiuçada, a cada banho de desejo ou de decepção, a impermanência minha amiga se revela cruel e absurda; majestosa e divina. Agora que brinco com as palavras e descubro o quanto isso pode ser excitante, vejo a veia pulsando em cada combinação fonética, em cada expressão das sinapses sinuosas e expressivas que habitam a minha mente. É, pode ser signo de ar, raciocínio pleno e fácil aprendizado. Mas antes de tudo isso habita um bem maior que há em mim, do qual o meu tal ego não consegue corromper, algo que me mantém pura. A sagrada orgia dos sentidos maiores do homem, a visão profana que nos faz ver o óbvio, o vago, a vida, o meio e tudo ao redor. A dualidade que me completa, que me segmenta. Que diz quem sou e me faz perder essa memória. Eu gosto disso. Não vivo sem isso. E agora a noite pensando nisso, me veio um nome à cabeça, algo que ninguém nunca pensou. Pensei em Deus.

Eu sou feito de restos de estrelas
Como o corvo, o carvalho e o carvão
As sementes nasceram das cinzas
De uma delas depois da explosão
Sou o índio da estrela veloz e brilhante
O que é forte como o jabuti
O de antes de agora em diante
E o distante galáxias daqui

[…]

E no Cosmos de onde eu vim
Com a imagem do caos
Me projeto futuro sem fim
Pelo espaço num tour sideral
Minhas roupas estampam em cores
A beleza do caos atual
As misérias e mil esplendores
Do planeta de Neanderthal.

[Lenine – Tubi, Tupi]

Comemoremos, buscadoras reais do infnito!!! Existe beleza no caos!! Existe virtude no lixo!!! Isso somos nós mesmos! A verdadeira lotus que nasce na lama!!!

Como diz minha amiga Lauryn Hill…

‘Now the joy of my world is in ZION!!!!’

só pra constar

Fui lavar meu rosto e vi um cravo gigante. Espremi minha pele destemidamente e falei olhando em meu póro, vamos Ácaro, liberte-se, saia do meu nariz…

Imediatamente lembrei de Arellah.

HEHEHEHEHE!

Agora sou uma garota crescida: Posso postar sozinha!!

                 Não poderia deixar de escrever um post em homengem a esse momento!! A amiga Akila conseguiu me dotar de poder para publicar meus posts!! Revisão e rascunho, para depois importunar minhas nobres colegas no msn para postarem minhas coisas, nunca maissssss!!! Viva a Akila!!  Sabe, ainda pensado no texto que ela escreveu sobre a nuvem mípoe que nos impede de ver…. Isso tbm é uma coisa que me inquieta faz tempo, e faz meus neurônios esquentarem mais ainda ultimamente. Acho questamos em sintonia!! Andava exatamente assolada por esse tédio, que na verdade é uma manifestação da insatisfação desenfreada. O que vem me ajudando bastante em relação a isso são minhas leituras espiritualistas, meditação (mesmo que seja 5 minutos!! rsrsr), yoga… Enfim, estou cada vez mais decidida a afirmar que nossos amigos orientais já se perguntaram muiiiiito sobre essa tal insatisfação que nos escraviza, e a uns 5 mil anos nos presenteiam com os achados de suas questões. Realmente acredito que as filosofias orientais tem muiiiito o que ensinar a nós, pobres ocidentais escravizados, cantando eternamente nosso “mantra” detonador de felicidade: “eu sempre quero mais que ontem, eu sempre quero mais que hoje, eu sempre quero mais do que eu posso ter“. Não que no oriente não exista insatisfação, se não existisse eles não teriam nem passado a pintar os saris de cores diferentes! A insatisfação sadia, normal é aquela que nos impede de nos conformamos, como débeis viventes da mesmice. Podemos estagnar tanto pelo excesso de insatisfação, como pela falta dela. Recorro então aos orientais. Buda já tentou nos tirar dos olhos a nuvem míope quando afirmou: buscai o caminho do meio!! Ora, ora!! Isso é tudo o que nós ocidentais não sabemos fazer! Caminho do meio?? Para nós ocidentais, só se ele for o caminho que nos levará as emoções mais fortes, a alcançar os objetivos excitantes e imensos, que me faça fugir do meu tédio de existir e estar contido em um corpo e em uma realidade que me limita!  Pobres de nós!! Tão ignorantes na arte viver, de saber viver!! Somos como crianças famintas que têm uma grande floresta de alimentos a sua disposição pela eternidade, mas que age como se fosse a última vez que iremos comer, como se a nossa fome angustiosamente insaciável fosse sempre nos acoçar como uma dor incômoda e ávida por chegar ao fim. Mas justamente por termos os olhos tampados pela nuvem míope da insatisfação não conseguimos enxergar o manancial de alimentos que nos espera, não conseguimos se quer saborear o alimento que passeia pela nossa boca. Não sabemos, na verdade, se o que temos na boca é o alimento que nos saciaria a fome ou uma insafistação esburacada e sem fim….. Vamos degustar a vida tomando consciência da imensa floresta que se oferece a nós??   E a gente…. Continua tentando, pq uma hora e a gente consegue!!  Só me resta mandar aquele abraço pros sábios orientais!!

p.s.  Saturnine manifeste-se, pq esta é  a sua praia!!

Felicidade é gratidão

A felicidade é o que me move agora para escrever esse post. E eu me perguntei: escrevo ou não? E me respondi: Você escreve quando está triste, angustiada, sagrando por dentro? Sim, sim! “Pois escreva sobre mim também” Respondeu-me minha felicidade!! Okkkk, não discordarei mais! Hoje o dia foi leve, colorido, até o preto e branco teve mais brilho do que o normal. Talvez pq ontem antes de dormir conversei longamente com quem me criou, e criou vocês também, por acaso!! Sim… Ontem desabafei com Ele as opressões da minha alma, e hoje, magicamente, meu dia foi desenhado por um pincel doce, sutil e amoroso… Me sinto com a mesma euforia inexplicável que sentia durante minha infância, e chego até a me sentir habitando ainda aquele corpo pequeno e curioso, que me parecia cor-de-rosa!  Sinto a cor que cada pessoa desenhou aos meus olhos ao cruzar meu caminho. Sinto o cheiro revigorante que o amor me fez experimentar tantas vezes. O ar que acaricia meus pulmões, insuflando em mim a luz, a paz, a coragem. O  prazer curador que as vezes estremeu meu corpo e  muitas outras levou ao êxtase minha alma. Sinto, vejo, estremeço, acredito, ouso, calo, me entrego…  Escrevo…

mil horizontes atrás da nuvem míope

Pensei comigo todos esses dias em cultivar uma postura mais passiva. De uma passividade que não é inércia. Passividade de não acelerar muito, deixar um pouco na banguela, diminuir a velocidade, observar as coisas que passam, passar junto com elas… Eu tenho uma sede muito doida de viver, de querer descascar a fruta rápido pra sentir o gosto logo e de sentir o gosto sem deixa ele escapar da minha boca… Essa fome é relativa, como tudo mais. É o que se diz.

E aí? Uma professora me emprestou um livro. Disse que lembrou de mim muito enquanto lia. Um livro normal, de literatura, com uma história por trás e uma estética bacana. Mas o livro quase todo é só uma festa e uma percepção do narrador sobre a festa. E, nossa, o que são nossos pensamentos? Eles nos levam pra lá e pra cá, linkam fatos distantes com nossos desejos mais íntimos, colam as coisas onde elas não cabem. Querem descobrir, adivinhar, montar o quebra-cabeça indefinido das coisas impalpáveis!!!!!!!! AAAAH!!!! Onde isso nos leva?

Se eu tento descobrir o que significa cada coisa pra onde eu vou, afinal? Talvez pro campo das coisas que eu imaginei na hora que eram a realidade. Mas é a minha realidade… Se eu viajo e me entrego, se eu pulo e encontro um ralo, se eu beijo e quero fugir… O quer dizer? E se for tudo mentira? E se for tudo ilusão? E se for a última chance? E se? E se? E se?

Eu sei que eu viajei, me entreguei, foi massa, vacilei, pensei, me redimi, calei, não quis, andei, ajudei, observei, sorri, voltei, conversei, contei, perdoei, cheguei, recebi, contei, liguei, desisti… e… onde eu quero chegar? Eu não sei! Eu não sei se se chega. Eu não pensei em nada e não sei se fiz bem ou se fiz mal. Só sei que fiz. Talvez a sensação seja o que nos diz o que é bom e o que é mal. E é uma sensação minha que vem de mim e somente eu posso ter criado essa energia sensitiva, portanto é minha e eu devo decidir o que fazer com ela.

Tá. Aí tudo isso é uma divagação que me coloca num patamar de observadora ativa dentro da minha passividade linguística. Porque o que eu queria mesmo era aprender a fazer um pouco mais de silêncio. Um silêncio de não trocar excessivamente. “Eu digo o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais…”. Sabe?

E pensando em tudo isso que tá rodando dentro da minha cabeça há uns 5 dias e que talvez seja uma  mistura resultante de alguma digestão da semana passada, eu tinha decidido ler dois livros. Terminar o que eu já tinha começado e ler um pouco ‘Quem somos nós‘, só pra ver se me guio um pouco melhor. É. Porque na falta de um mestre, a gente tem que saber se guiar…

ai que vida

Então hoje cheguei em casa com um tédio meio selvagem, que eu já conheço. Deve ser um tédio típico dos geminianos ou dos humanos ou dos solteiros ou sabe-se lá do quê. O que importa é que esse tédio vem assim, quando eu chego em casa e entro num quarto, converso com alguns amigos no msn, dou uma olhada no orkut, blog, email, twitter, facebook, youtube e, de repente, tudo pára. Aí eu fico “certo, mas e aí?”. E aí eu penso em ligar pros amigos festeiros e ir pra rua. Só que… se isso fosse novidade, seria super normal e legal e até produtivo, vai saber. Mas não. Eu já sei. Eu já sei até que eu vou pensar que já sei quando o tédio estiver latejando dentro de mim e me fazendo rodopiar pela festa inteira à procura de não sei o quê.

Então pego o livro e abro numa página, leio um comentário. Passo… leio outra coisa… algo falando sobre o Universo. Que ele se apresenta a nós como algo ilimitado e cheio de possibilidades e, por outro lado, nós, seres do Universo, inúmeras vezes nos limitamos e caminhamos por zonas que já conhecemos.

Eu me pergunto… é medo?

O que nos impede de ver as inúmeras possibilidades que tantas vezes estão tão perto? Por que procuramos tanta coisa fora de nós? E por que, meu Deus, por que nos limitamos aos mesmos recursos? Se tudo é tão infinito, o que é essa nuvem de miopia que nos afasta do horizonte? E por que não apostamos todas as fichas no agora?

E… POOOOORRA!!!!! ONDE EU ACHO UM OCULISTA, OFTALMOLOGISTA, CIRURGIÃO, OLHO OU ALGO QUE O VALHA????????????