Arquivo do dia: setembro 10, 2009

Felicidade é gratidão

A felicidade é o que me move agora para escrever esse post. E eu me perguntei: escrevo ou não? E me respondi: Você escreve quando está triste, angustiada, sagrando por dentro? Sim, sim! “Pois escreva sobre mim também” Respondeu-me minha felicidade!! Okkkk, não discordarei mais! Hoje o dia foi leve, colorido, até o preto e branco teve mais brilho do que o normal. Talvez pq ontem antes de dormir conversei longamente com quem me criou, e criou vocês também, por acaso!! Sim… Ontem desabafei com Ele as opressões da minha alma, e hoje, magicamente, meu dia foi desenhado por um pincel doce, sutil e amoroso… Me sinto com a mesma euforia inexplicável que sentia durante minha infância, e chego até a me sentir habitando ainda aquele corpo pequeno e curioso, que me parecia cor-de-rosa!  Sinto a cor que cada pessoa desenhou aos meus olhos ao cruzar meu caminho. Sinto o cheiro revigorante que o amor me fez experimentar tantas vezes. O ar que acaricia meus pulmões, insuflando em mim a luz, a paz, a coragem. O  prazer curador que as vezes estremeu meu corpo e  muitas outras levou ao êxtase minha alma. Sinto, vejo, estremeço, acredito, ouso, calo, me entrego…  Escrevo…

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mil horizontes atrás da nuvem míope

Pensei comigo todos esses dias em cultivar uma postura mais passiva. De uma passividade que não é inércia. Passividade de não acelerar muito, deixar um pouco na banguela, diminuir a velocidade, observar as coisas que passam, passar junto com elas… Eu tenho uma sede muito doida de viver, de querer descascar a fruta rápido pra sentir o gosto logo e de sentir o gosto sem deixa ele escapar da minha boca… Essa fome é relativa, como tudo mais. É o que se diz.

E aí? Uma professora me emprestou um livro. Disse que lembrou de mim muito enquanto lia. Um livro normal, de literatura, com uma história por trás e uma estética bacana. Mas o livro quase todo é só uma festa e uma percepção do narrador sobre a festa. E, nossa, o que são nossos pensamentos? Eles nos levam pra lá e pra cá, linkam fatos distantes com nossos desejos mais íntimos, colam as coisas onde elas não cabem. Querem descobrir, adivinhar, montar o quebra-cabeça indefinido das coisas impalpáveis!!!!!!!! AAAAH!!!! Onde isso nos leva?

Se eu tento descobrir o que significa cada coisa pra onde eu vou, afinal? Talvez pro campo das coisas que eu imaginei na hora que eram a realidade. Mas é a minha realidade… Se eu viajo e me entrego, se eu pulo e encontro um ralo, se eu beijo e quero fugir… O quer dizer? E se for tudo mentira? E se for tudo ilusão? E se for a última chance? E se? E se? E se?

Eu sei que eu viajei, me entreguei, foi massa, vacilei, pensei, me redimi, calei, não quis, andei, ajudei, observei, sorri, voltei, conversei, contei, perdoei, cheguei, recebi, contei, liguei, desisti… e… onde eu quero chegar? Eu não sei! Eu não sei se se chega. Eu não pensei em nada e não sei se fiz bem ou se fiz mal. Só sei que fiz. Talvez a sensação seja o que nos diz o que é bom e o que é mal. E é uma sensação minha que vem de mim e somente eu posso ter criado essa energia sensitiva, portanto é minha e eu devo decidir o que fazer com ela.

Tá. Aí tudo isso é uma divagação que me coloca num patamar de observadora ativa dentro da minha passividade linguística. Porque o que eu queria mesmo era aprender a fazer um pouco mais de silêncio. Um silêncio de não trocar excessivamente. “Eu digo o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais…”. Sabe?

E pensando em tudo isso que tá rodando dentro da minha cabeça há uns 5 dias e que talvez seja uma  mistura resultante de alguma digestão da semana passada, eu tinha decidido ler dois livros. Terminar o que eu já tinha começado e ler um pouco ‘Quem somos nós‘, só pra ver se me guio um pouco melhor. É. Porque na falta de um mestre, a gente tem que saber se guiar…

ai que vida

Então hoje cheguei em casa com um tédio meio selvagem, que eu já conheço. Deve ser um tédio típico dos geminianos ou dos humanos ou dos solteiros ou sabe-se lá do quê. O que importa é que esse tédio vem assim, quando eu chego em casa e entro num quarto, converso com alguns amigos no msn, dou uma olhada no orkut, blog, email, twitter, facebook, youtube e, de repente, tudo pára. Aí eu fico “certo, mas e aí?”. E aí eu penso em ligar pros amigos festeiros e ir pra rua. Só que… se isso fosse novidade, seria super normal e legal e até produtivo, vai saber. Mas não. Eu já sei. Eu já sei até que eu vou pensar que já sei quando o tédio estiver latejando dentro de mim e me fazendo rodopiar pela festa inteira à procura de não sei o quê.

Então pego o livro e abro numa página, leio um comentário. Passo… leio outra coisa… algo falando sobre o Universo. Que ele se apresenta a nós como algo ilimitado e cheio de possibilidades e, por outro lado, nós, seres do Universo, inúmeras vezes nos limitamos e caminhamos por zonas que já conhecemos.

Eu me pergunto… é medo?

O que nos impede de ver as inúmeras possibilidades que tantas vezes estão tão perto? Por que procuramos tanta coisa fora de nós? E por que, meu Deus, por que nos limitamos aos mesmos recursos? Se tudo é tão infinito, o que é essa nuvem de miopia que nos afasta do horizonte? E por que não apostamos todas as fichas no agora?

E… POOOOORRA!!!!! ONDE EU ACHO UM OCULISTA, OFTALMOLOGISTA, CIRURGIÃO, OLHO OU ALGO QUE O VALHA????????????