Arquivo do dia: setembro 27, 2009

Deep inside of me.

Nasci mesmo pra morar fora. Digo isso pra minha mãe todos os dias. Ela até que me escuta, mas não me transborda. Nasci pra morar fora. No out de mim mesma, dos desejos, das vidas e de todas essas projeções mentais. Refúgios. Dores e medinhos. Amores e amoras. Tudo isso junto compondo cada passo dado em cada dia…

Pensar de outra forma não é menos inquietante, pois eu sou pra lá e pra cá, pé e noutro e tudo que fervilha. Consigo dar forma à algum fervilhamento, às vezes sai um desenho bacana, em outras sai um álbum inteiro, eu entrego pra poder atravessar um mar… um oceano. Mesmo sem saber nadar consigo isso. Enxerguei-me no outro, vi minhas retinas pulsarem, mesmo sem olhar no olho. Pois o olhar já é o OLHO e eu vejo tudo tão claro assim. Vejo tantas faces, mas nenhuma delas tem o cheio da tua camisa, ou os pêlos do teu corpo. Mesmo naquele olhar materno que me abraçou e nele te encontrei, não me mata o desejo. Nem me devolve o pedaço que o território inglês roubou de mim. Penso e repenso o encontro formal. Mas não adianta. O infinito toma conta e eu sigo sendo, apenas. Quando pensei nas cartas, não  lembrei da saudade. E tudo ficou unido, rindo pra mim, dizendo apenas assim: ‘Hey, sou eu mesmo, o amor’. Nada de phatos, ou fogo de palha. Já tentei repensar essa história como um mar desconexo, mas é tudo tão óbvio e claro que quando vejo os ósculos que ficas a me mandar, meu corpo inteiro se ilumina e sorri… Simultaneamente. Quando penso em sentimento é você que vem, feito os turbilhões do mundo. Quando sinto, o pensamento vai até a ti… No suspiro que precede a palavra prestes a ser propagada, eu me abrigo naquela que cala. Depois que descobri a profundidade do abismo imenso que há dentro de mim, perdi o medo de me jogar…

 

 

(apaixonada, essa mulher? rsrsrsrs)

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Thinking about God.

Já consigo perceber que a vida é feita de fragmentos. Momentos que se misturam a histórias e fazem um eu, fazem um você. Vejo isso a cada momento que entendo,  sinto e percebo. Dentro de um moinho louco dos acontecimentos, vejo gotejamentos de intensidade e lucidez; uma maneira rápida e evidente de se dizer o que é vida, de se perceber humano. A cada dúvida esmiuçada, a cada banho de desejo ou de decepção, a impermanência minha amiga se revela cruel e absurda; majestosa e divina. Agora que brinco com as palavras e descubro o quanto isso pode ser excitante, vejo a veia pulsando em cada combinação fonética, em cada expressão das sinapses sinuosas e expressivas que habitam a minha mente. É, pode ser signo de ar, raciocínio pleno e fácil aprendizado. Mas antes de tudo isso habita um bem maior que há em mim, do qual o meu tal ego não consegue corromper, algo que me mantém pura. A sagrada orgia dos sentidos maiores do homem, a visão profana que nos faz ver o óbvio, o vago, a vida, o meio e tudo ao redor. A dualidade que me completa, que me segmenta. Que diz quem sou e me faz perder essa memória. Eu gosto disso. Não vivo sem isso. E agora a noite pensando nisso, me veio um nome à cabeça, algo que ninguém nunca pensou. Pensei em Deus.

Eu sou feito de restos de estrelas
Como o corvo, o carvalho e o carvão
As sementes nasceram das cinzas
De uma delas depois da explosão
Sou o índio da estrela veloz e brilhante
O que é forte como o jabuti
O de antes de agora em diante
E o distante galáxias daqui

[…]

E no Cosmos de onde eu vim
Com a imagem do caos
Me projeto futuro sem fim
Pelo espaço num tour sideral
Minhas roupas estampam em cores
A beleza do caos atual
As misérias e mil esplendores
Do planeta de Neanderthal.

[Lenine – Tubi, Tupi]

Comemoremos, buscadoras reais do infnito!!! Existe beleza no caos!! Existe virtude no lixo!!! Isso somos nós mesmos! A verdadeira lotus que nasce na lama!!!

Como diz minha amiga Lauryn Hill…

‘Now the joy of my world is in ZION!!!!’