Thinking about God.

Já consigo perceber que a vida é feita de fragmentos. Momentos que se misturam a histórias e fazem um eu, fazem um você. Vejo isso a cada momento que entendo,  sinto e percebo. Dentro de um moinho louco dos acontecimentos, vejo gotejamentos de intensidade e lucidez; uma maneira rápida e evidente de se dizer o que é vida, de se perceber humano. A cada dúvida esmiuçada, a cada banho de desejo ou de decepção, a impermanência minha amiga se revela cruel e absurda; majestosa e divina. Agora que brinco com as palavras e descubro o quanto isso pode ser excitante, vejo a veia pulsando em cada combinação fonética, em cada expressão das sinapses sinuosas e expressivas que habitam a minha mente. É, pode ser signo de ar, raciocínio pleno e fácil aprendizado. Mas antes de tudo isso habita um bem maior que há em mim, do qual o meu tal ego não consegue corromper, algo que me mantém pura. A sagrada orgia dos sentidos maiores do homem, a visão profana que nos faz ver o óbvio, o vago, a vida, o meio e tudo ao redor. A dualidade que me completa, que me segmenta. Que diz quem sou e me faz perder essa memória. Eu gosto disso. Não vivo sem isso. E agora a noite pensando nisso, me veio um nome à cabeça, algo que ninguém nunca pensou. Pensei em Deus.

Eu sou feito de restos de estrelas
Como o corvo, o carvalho e o carvão
As sementes nasceram das cinzas
De uma delas depois da explosão
Sou o índio da estrela veloz e brilhante
O que é forte como o jabuti
O de antes de agora em diante
E o distante galáxias daqui

[…]

E no Cosmos de onde eu vim
Com a imagem do caos
Me projeto futuro sem fim
Pelo espaço num tour sideral
Minhas roupas estampam em cores
A beleza do caos atual
As misérias e mil esplendores
Do planeta de Neanderthal.

[Lenine – Tubi, Tupi]

Comemoremos, buscadoras reais do infnito!!! Existe beleza no caos!! Existe virtude no lixo!!! Isso somos nós mesmos! A verdadeira lotus que nasce na lama!!!

Como diz minha amiga Lauryn Hill…

‘Now the joy of my world is in ZION!!!!’

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2 Respostas para “Thinking about God.

  1. Eu, sinceramente, amo o Lenine. Por um aspecto de certa inacessibilidade a ele, não posso demonstrar isso de uma forma mais profunda e direta… resumindo, eu pegava! Amo o brilhante dom desse homem pra música!!!!

  2. Sim. Também admiro muito o Lenine. Não pegava, porque ele não faz o meu tipo de coroa. E ele tem uma música que perseguiu o fim do meu namoro e eu me sentia super rejeitada e querendo que a lua me chamasse também.
    Somente do caos pode nascer uma estrela cintilante, né? Já dizia aquele maluco com várias consoantes consecutivas.
    A beleza da incerteza pode acalentar minha ansiedade. Muitas vezes procuro fazer isso.
    Li na Veja sobre um filme, “Deixa entrar”, algo assim, que diz falar do amor como aceitação das monstruosidades do outro.
    E dia desses eu me perguntei… será que amar é saber do que o outro é capaz e mesmo assim escolher ficar do seu lado? Não sei por que me perguntei isso…

    Outra coisa que eu queria saber é como mostrar a assinatura de cada post. Seria legal…
    Bju.

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