egoísta, libidinosa e um pouco confusa.

De tanto buscar, parece que não me encontro. Me chamo móbile, desses que não tomam forma nem param. Acho bom porque não me acho em conceito algum. E isso parte logo, logo, quando a brisa é leve e calma e eu balanço olhando o céu de uma rede, sem me preocupar com o chão.

Eu, móbile, não sei de mim. Não sou dona de mim, muitas vezes. Deixo o vento me jogar dentro do ar e vou virando e girando. Eu, móbile, não sei pra onde vou. Mas sei que vim de longe, de um outro tempo, do espaço, de um lugar meio sonho.  Eu, móbile, não sei de nada. Mas pergunto, busco, olho e procuro o não sei o que de tudo.

Meu mestre disse assim, não há nada a ser procurado. Nada a ser encontrado. Nada a ser esperado. Nada a ser desesperado. São dois mestres, na verdade. Ambos magros, calmos, precisos. E eu, móbile. Egoísta, libidinosa e um pouco confusa.

Vou seguir o conselho do Mestre 02. Inventar uma desculpa esfarrapada e continuar vivendo…

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2 Respostas para “egoísta, libidinosa e um pouco confusa.

  1. Somos a própria desculpa esfarrapada… e continuamos vivendo.

  2. Eita egoístas libidinosas pensantes!! Avante, o caminho espera sua construção.

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