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acho que…

…lembrei!

Seria esse o texto que a gente usaria como teste de sensibilidade masculina? http://nao2nao1.com.br/amor-relacao-abismal/

De qualquer forma, me lembrei que era um texto sobre como um homem poderia conhecer uma mulher. E ainda to terminando de ler esse, sobre o amor. E acho que serve como texto-teste também! hahaha.

Beijo no heart de vocês.

(Ainda tô doente, mas amanhã vou tomar um banho de sol na avenida!)

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o caminho

O caminho do meio é estreito

Mãos em prece

Coração selvagem na trilha da bruxa boa

Mãos em prece não manipulam

No fim do túnel, luz de nuvem rosa

E então observamos a nitidez da lua…

 

(por Saturnine e Akila numa noite massa)

egoísta, libidinosa e um pouco confusa.

De tanto buscar, parece que não me encontro. Me chamo móbile, desses que não tomam forma nem param. Acho bom porque não me acho em conceito algum. E isso parte logo, logo, quando a brisa é leve e calma e eu balanço olhando o céu de uma rede, sem me preocupar com o chão.

Eu, móbile, não sei de mim. Não sou dona de mim, muitas vezes. Deixo o vento me jogar dentro do ar e vou virando e girando. Eu, móbile, não sei pra onde vou. Mas sei que vim de longe, de um outro tempo, do espaço, de um lugar meio sonho.  Eu, móbile, não sei de nada. Mas pergunto, busco, olho e procuro o não sei o que de tudo.

Meu mestre disse assim, não há nada a ser procurado. Nada a ser encontrado. Nada a ser esperado. Nada a ser desesperado. São dois mestres, na verdade. Ambos magros, calmos, precisos. E eu, móbile. Egoísta, libidinosa e um pouco confusa.

Vou seguir o conselho do Mestre 02. Inventar uma desculpa esfarrapada e continuar vivendo…

no jardim da frei serafim

Setas para o infinito. Por onde andar? Qual é a cor do amanhã? Vai chover?

O véu de maya pode ser um véu negro e belo, desses que encantam a noite. Fecha nossos olhos e encorpa o cheiro do escuro, do disforme. Do informal. Mas como todo véu, esconde as cores reais das coisas.

Estamos atrás do vazio que renova, enquanto eros se move e se mostra dentro dos nossos seres, dos desejos que guardamos para tudo. As paixões que nos embreagam e evaporam feito álcool, com álcool ou sem álcool. Amores líquidos, aquáticos, alcóolicos.

A intensidade pulsa e pode variar a intenção do amor.

Criar vínculos pode ser o foco.

egoistas libidinosos, prularidade x fidelidade natural

A energia sexual criadora do universo, kundalini
“amor que toma forma do recipiente, que toma dor e dorme, que evapora e fim

Bom dia!

Tô lendo esse texto do Gustavo Gitti. Ainda não terminei porque eu tô acordando pra ir pra faculdade agora, mas o título é “Viver além de si mesmo” e acho que ilustra muito bem o que ando pensando ultimamente. Das imposições do nosso ego acostumado com uma postura que ligamos à nossa essência. Mas a essência é como o universo, infinita.

“Ao conhecer alguém novo, por exemplo, raramente deixamos espaço para novas construções. A atitude mais comum é nos precipitarmos em nos apresentar de modo fiel ao que temos sido ou tentado fingir até então: “Oi, meu nome é Gustavo, eu tenho um blog sobre relacionamentos, faço dança de salão e pratico meditação”. Quem será que acredita nessas mentiras que contamos a nós mesmos? Na Cabana do Dr. Love, sempre que uma pessoa entra e se apresenta listando seus defeitos e virtudes, eu pergunto: “Você realmente acredita nessa auto-descrição?”. Talvez o estranho que acabamos de conhecer nos daria espaço para ser outra coisa, ou nós mesmos seríamos sua oportunidade de ser completamente novo. Talvez o tímido pudesse ser extrovertido pela primeira vez, o autoritário pudesse ceder e o canalha se apaixonar de modo derradeiro. Mas o tímido logo reafirma sua característica pelo corpo e às vezes pela própria fala (”Eu? Não, eu sou tímido”), o autoritário preocupa-se em aprender modos de controle que funcionem com a nova pessoa, e o canalha reitera seu fechamento à verdadeira canalhice da vida: amar.” (Gitti)

Vou tomar banho, beijo.

só pra constar

Fui lavar meu rosto e vi um cravo gigante. Espremi minha pele destemidamente e falei olhando em meu póro, vamos Ácaro, liberte-se, saia do meu nariz…

Imediatamente lembrei de Arellah.

HEHEHEHEHE!

mil horizontes atrás da nuvem míope

Pensei comigo todos esses dias em cultivar uma postura mais passiva. De uma passividade que não é inércia. Passividade de não acelerar muito, deixar um pouco na banguela, diminuir a velocidade, observar as coisas que passam, passar junto com elas… Eu tenho uma sede muito doida de viver, de querer descascar a fruta rápido pra sentir o gosto logo e de sentir o gosto sem deixa ele escapar da minha boca… Essa fome é relativa, como tudo mais. É o que se diz.

E aí? Uma professora me emprestou um livro. Disse que lembrou de mim muito enquanto lia. Um livro normal, de literatura, com uma história por trás e uma estética bacana. Mas o livro quase todo é só uma festa e uma percepção do narrador sobre a festa. E, nossa, o que são nossos pensamentos? Eles nos levam pra lá e pra cá, linkam fatos distantes com nossos desejos mais íntimos, colam as coisas onde elas não cabem. Querem descobrir, adivinhar, montar o quebra-cabeça indefinido das coisas impalpáveis!!!!!!!! AAAAH!!!! Onde isso nos leva?

Se eu tento descobrir o que significa cada coisa pra onde eu vou, afinal? Talvez pro campo das coisas que eu imaginei na hora que eram a realidade. Mas é a minha realidade… Se eu viajo e me entrego, se eu pulo e encontro um ralo, se eu beijo e quero fugir… O quer dizer? E se for tudo mentira? E se for tudo ilusão? E se for a última chance? E se? E se? E se?

Eu sei que eu viajei, me entreguei, foi massa, vacilei, pensei, me redimi, calei, não quis, andei, ajudei, observei, sorri, voltei, conversei, contei, perdoei, cheguei, recebi, contei, liguei, desisti… e… onde eu quero chegar? Eu não sei! Eu não sei se se chega. Eu não pensei em nada e não sei se fiz bem ou se fiz mal. Só sei que fiz. Talvez a sensação seja o que nos diz o que é bom e o que é mal. E é uma sensação minha que vem de mim e somente eu posso ter criado essa energia sensitiva, portanto é minha e eu devo decidir o que fazer com ela.

Tá. Aí tudo isso é uma divagação que me coloca num patamar de observadora ativa dentro da minha passividade linguística. Porque o que eu queria mesmo era aprender a fazer um pouco mais de silêncio. Um silêncio de não trocar excessivamente. “Eu digo o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais…”. Sabe?

E pensando em tudo isso que tá rodando dentro da minha cabeça há uns 5 dias e que talvez seja uma  mistura resultante de alguma digestão da semana passada, eu tinha decidido ler dois livros. Terminar o que eu já tinha começado e ler um pouco ‘Quem somos nós‘, só pra ver se me guio um pouco melhor. É. Porque na falta de um mestre, a gente tem que saber se guiar…

ai que vida

Então hoje cheguei em casa com um tédio meio selvagem, que eu já conheço. Deve ser um tédio típico dos geminianos ou dos humanos ou dos solteiros ou sabe-se lá do quê. O que importa é que esse tédio vem assim, quando eu chego em casa e entro num quarto, converso com alguns amigos no msn, dou uma olhada no orkut, blog, email, twitter, facebook, youtube e, de repente, tudo pára. Aí eu fico “certo, mas e aí?”. E aí eu penso em ligar pros amigos festeiros e ir pra rua. Só que… se isso fosse novidade, seria super normal e legal e até produtivo, vai saber. Mas não. Eu já sei. Eu já sei até que eu vou pensar que já sei quando o tédio estiver latejando dentro de mim e me fazendo rodopiar pela festa inteira à procura de não sei o quê.

Então pego o livro e abro numa página, leio um comentário. Passo… leio outra coisa… algo falando sobre o Universo. Que ele se apresenta a nós como algo ilimitado e cheio de possibilidades e, por outro lado, nós, seres do Universo, inúmeras vezes nos limitamos e caminhamos por zonas que já conhecemos.

Eu me pergunto… é medo?

O que nos impede de ver as inúmeras possibilidades que tantas vezes estão tão perto? Por que procuramos tanta coisa fora de nós? E por que, meu Deus, por que nos limitamos aos mesmos recursos? Se tudo é tão infinito, o que é essa nuvem de miopia que nos afasta do horizonte? E por que não apostamos todas as fichas no agora?

E… POOOOORRA!!!!! ONDE EU ACHO UM OCULISTA, OFTALMOLOGISTA, CIRURGIÃO, OLHO OU ALGO QUE O VALHA????????????