Arquivo do autor:Saturnine

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Minha cabeça abriu uma crateradepois de ter assistido a essa entrevista da Carmita Abdo pra Marilia Gabriela. Tudo sobre sexualidade. Esclarecedor!

God love his children.

From a great high…

From a great high…

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Sobre a Coragem de ser quem se é!

Achey esse texto do Nuno Michaels, um Life-Coaching e Astrólogo que eu sou super fã… e resolvi compartilhar aqui com as buscadoras e tirar um pouco da teia de aranha que se instalou aqui… rs.

Beijos macacas! Amo vocês.

FLUTUANDO ENTRE MUNDOS
Manipulações invisíveis

Jogos de culpa, quais sugestões pós-hipnóticas subliminares

Raciocínios de maquiavel e astúcia sibilina

Insinuações transparentes no éter, mas molhadas, que as pessoas jogam umas com, e contra as outras, sem as mãos.

Tudo isto encoberto por uma enorme camada de medo e de milhões de acordos tácitos assinados por todos os cobardes ao longo dos tempos; a sensibilidade de um artista pode toldar-lhe a fama mas não deve toldar-lhe a clareza da visão. Ser fiel a si próprio é um desafio extraordinário num mundo de acordos implícitos, em que toda a gente anuiu em manipular-se subtilmente, sendo que todos o fazem, todos o sentem, todos o reconhecem e ninguém fala nisso. São uma espécie de sub-texto das interacções entre as pessoas. O recriminar subtil e discreto das sobrancelhas que se arqueiam perante o atraso de quarenta minutos do outro, enquanto os lábios são obrigados a repetir mecanica e contrariadamente enquanto os cantos da boca se retorcem “não faz mal nenhum teres-te atrasado” é tão ou mais violento do que uma reprimenda, directa e descarregada. Mas ninguém ousa expressar emoções de vida. Aguenta-se. Carrega-se. Suporta-se. Tolera-se. Aguenta-se. Aguenta-se. E disfarça-se.

Não nos atrevemos a expressar vida ou sentimentos, honrando a Coragem que exige sermos fiéis a nós próprios, porque corremos o risco de assustar os outros, afastá-los, levá-los a abandonarem-nos. Se queremos ser carrascos de nós próprios, acredita a parte mais impotente de nós, votemo-nos à rejeição, ao abandono pelos outros, e quebremos aquele que de todos os mandamentos humanos é a mais perversa de todas as leis: não deverás ser quem és, ou o Pai abandonar-te-á e levará com ele a Mãe. Primeiro perderás a força, estímulo e o entusiasmo, seguidamente o apoio e a matéria definhará para sempre debaixo dos teus sovacos. Vais morrer.

É verdade que em bebés, o abandono é a garantia da morte. Como adultos, no entanto, ser-se abandonado significa somente ser deixado a sós com a sua própria manipulação e a frustração da sua própria impotência. Sozinhos com nós próprios, o resultado final do ciclo anterior e o motor inevitável da próxima fuga para a frente: o paradigma do que é intolerável numa era de transição da manipulação emocional inconsciente para o apelo da Liberdade enquanto mais e mais irmãos de jornada despertam para a realidade da Alma.

E por isso, por esse mesmo medo não nos denunciamos nas nossas manipulaçõezinhas vis e subtis mútuas. Estamos todos ligados… mas enquanto não despertamos para a Alma não é pelos corações que nos unimos; é pelos sentimentos de medo e pelas frequências mentais semelhantes. A esse nível também somos uma unidade, mas uma unidade inconsciente… um enorme gigante adormecido, com o sol fraco em cada uma das células, brilhando no fundo das águas. Porque a verdadeira Unidade é consciente e implica rasgar, romper e evaporar essas águas, conquistar o poder de um Sol pessoal que brilha acima, apesar das águas, e será sob essa Luz que a verdadeira Unidade poderá voltar a ser conquistada.

Na Astrologia Esotérica, simbolizamos esse processo em três etapas, representadas arquetipicamente pelos signos de Caranguejo, Leão e Aquário.

Caranguejo, a dependência, a submersão no inconsciente colectivo, nas águas indiferenciadas das quais nascemos mas das quais precisaremos separar-nos sob pena de nunca nos reconhecermos, individualizarmos, e actualizarmos. A vulnerabilidade de quem nasce à mercê de quem o contenha e cuide, e todos nascemos nessa condição; nascemos totalmente dependentes de um colo que nutra e alimente e proteja e em torno dele orbitamos, tal como a Lua, regente desse signo no simbolismo astrológico, orbita em redor da Terra.

Caranguejo simboliza, nesta perspectiva, o primeiro e mais arcaico medo de todos os medos humanos – o medo do abandono, da rejeição, da solidão, da perda da protecção. Mas o preço dessa segurança, que é a mesma segurança que o rebanho dá à ovelha, é o de permanecer confundido com a matriz nutridora indiferenciada e nunca descobrir quem se é, ou deixar uma marca individual, única, sobre o mundo. Kali, a grande mãe devoradora, dá a vida mas também a retira quando prefere engolir os seus filhos a deixá-los cumprir os seus próprios caminhos.

Leão surge como a etapa seguinte, a da conquista de uma Identidade própria, da auto-consciência, a consciência do Sol/Espírito em nós, o Fogo que ousa brilhar e expressar-se, egoística mas corajosamente para expressar e honrar o potencial criativo divino que habita em todos nós de uma maneira única e irrepetível. Curioso observar a esse respeito a simbologia do glifo do Sol, regente do signo de Leão, que é um círculo com um ponto no meio – onde o círculo representa a perfeição total e totalizante do Espírito, e o ponto a manifestação individualizada dessa totalidade através de uma consciência humana particular. Leão simboliza, nesta perspectiva, a Individuação – saber quem se é, e somos todos expressões da Vida Maior que nos anima e sustenta, uma vez que ousemos libertar-nos das águas cancerianas inconscientes.

Mas a conquista da auto-consciência e de uma individualidade não é a etapa final neste processo. Uma vez vencidas as águas de Caranguejo e conquistada a auto-consciência em Leão, Aquário vem simbolizar o processo de identificação e cooperação entre seres individualizados, auto-conscientes, emissários particularizados da própria Divindade, reflexos especulares e faces diferentes do mesmo Um Diamante; seres que se reúnem, encontram e atraem por partilharem projectos, visões, ideais, e objectivos de consciência comuns que podem ser resumidos num só – o do Projecto da Circulação da Luz por toda a Humanidade.

Não basta individualizarmo-nos, é necessário chegar ainda à etapa seguinte – a da Consciência de Grupo, materializada na Boa-Vontade, na Lei do Empenho Grupal, na Lei das Relações Humanas Correctas e na Consciência de Serviço ao(s) outros – tudo isso que Aquário simboliza. E sermos quem somos (Leão), libertando-nos das Águas que nos mantêm cativos do medo e da imaturidade emocional (Caranguejo), é o preço a pagar para aí chegar. Isso nos ensina a Astrologia, a garante a Ciência Esotérica – quando intuídas como vias de Religação e não como conhecimento puramente intelectual, ferramenta de manipulação da vida ou de julgamento dos outros.

Mas no mundo da inconsciências das Águas, o acordo global do medo, da conivência, da concessão assustada e prevenida de um Sol apagado, é um drama colectivo de resposta individual. Para sobreviver dentro da matriz são necessárias estratégias de sobrevivência, e isso não é ainda a verdadeira Vida. “Eu tolero a tua manipulação, não porque tu me enganas – nunca me enganaste – mas para poder, eu próprio, continuar a manipular-te a ti” (e compensar-me assim energeticamente pelo facto de te permitir a ti manipulares-me a mim). Eu mordo no teu pescoço, e tu mordes no meu. O acordo de vampiros perfeito. Toda a gente se drena. Ninguém se denuncia. Chupai, chupai, como se não existisse amanhã.

E todo o desespero frenético de tentar culpabilizar os outros pelos nossos próprios sentimentos, como se nos aliviasse a dor demitirmo-nos da sua autoria ou quiséssemos entregar ao outro a responsabilidade de no-la curar, não é uma solução – é um problema acrescido. Quanto mais acreditamos que o outro nos está a “causar” o que sentimos ou pensamos, mais perdidos estamos do poder pessoal – não aquilo a que uma Humanidade adormecida chama “poder pessoal” como sombras da força física ou inteligência concreta, o património do mecenas, o dinheiro do milionário, o magnetismo da beleza rara, a quantidade de diplomas, tatuagens ou lobbies.

Mas o poder pessoal que é a primeira portagem. O que antecede, e sucede, a consciência. O poder de criar. O poder de amar. O poder de servir.

Urge ir além das grandes águas, essas que nos mantêm submersos e aquém do nosso próprio poder, do nosso próprio e divino-eterno Sol interno.

“… dos céus caiu uma estrela e o homens morreram das águas, que se tornaram amargas” (no Livro do Apocalipse).

© Nuno Michaels, aos vinte e um de março do ano numerado dois mil e dez.
Todos os direitos reservados. Divulgação permitida e encorajada sem permissão do autor, desde que não se façam passar por ele 🙂

Asas em mim continuam a crescer!

Descobri uma coisa louca. Do amor ao universo. Transcendi. Durante alguns momentos eu perdi a noção mas achei um caminho. Um caminho que eu considero o verdadeiro, pois quando ponho os pés neles, tudo flui numa dança de fato significativa e eu flutuo, vôo…

Tem algum tempo que o cosmos anda tentando me mostrar uma lição. Mandou-me alguns sinais, vivi situações plenas. Fui feliz. Fiquei triste e até chorei. Mas nissi tudo percebia que não havia nada fora do lugar. Que tudo sempre esteve aonde deveria realmente estar.

Percebi que deveria ser um ser amoroso. Mas o que de fato isso me representava, sendo que eu sempre fui uma pessoa de amar muito. Sempre preguei o amor incondicional, mas vi que a lição mais recente se baseava na indirecionalidade desse amor. De como amar alguém de verdade sem precisar estar ao lado dela(e).

Comecei pela lição da morte. Esta me ensinou muito. Como poder amar alguém, mesmo sabendo que este alguém você nunca mais poderá tocá-lo, ou ouvirá a sua voz, ou simplesmente receberá algum sinal de vida? É transtornante saber que a pessoa simplesmente desaparece no sentido físico. Mas renasce no sentindo amoroso. Dessa forma, somos obrigados a conviver com a ausência imposta pela impermanência.

Enfim. O que me deparo agora é com uma lição secundária.

Trata-se da mesma base emocional, no sentido do amor. A questão central aqui é o amor. Mas diferentemente do amor que há na lição da morte, falo do amor na livre escolha. O amor independente. LIVRE. Aquele que você destina ao homem da sua vida!

Amigas intergalácticas sabem do que se trata… mas o que quero mostrar pra vocês é que eu achava que sabia amar as pessoas independente de tê-las comigo ou não. Ok, essa lição foi aprendida. O curso agora é: aprender a amar sem precisar dela.Ou simplesmente amá-la tão profundamente (e intensamente) e dentro desse sentido pleno de amor, amar também a sua liberdade de escolha, principamente da escolha de desejar nos ter por perto ou não.

Enfim, só quero explicitar e dizer que é uma transformação magnífica. Minha percepção esses dias tem ido ao espaço, abrindo cada vez mais lacunas, e dando finalidade aquilo que já não me serve mais.

Asas em mim continuam a crescer!

Amo vocês…

Por Saturnine.

sofrimento-obstáculo.

Frases inconclusivas que perambulavam em minha mente fazem parte agora  da nuvem míope atrás de mim. A vida se clareia e eu sinto todas as sensações que desejo viver. O olho vivo me disse pra aprender a desejar e eu entendi. Resumir em apenas uma frase, no máximo duas: o que você quer? É, eu estava mesmo em dias confusos e deixei transparecer isso da forma mais natural e mais contraditória e mais louca que os outros conseguiram ver. Mas era e não era eu em todos esses momentos. O desalinho. Agora tenho de levantar cedo e ler mais livros. Menos ele, mais eu. Forma de preservar o desejo, zelo pelo futuro. Afinal de contas, um amor me espera em recompensa pela superação dos empecilhos do caminho. E o olho vivo me disse mais uma vez:

– Não é sofrimento. É obstáculo.

E viva a impermanência!!!

Sou um poço de energia criativa do mundo. Juntos transbordamos…

Repensei esse post várias vezes e sabia que devia escrevê-lo. Porque eu andei transbordando tanto, desceu no suor da corrida, mas ainda restou um pouco que agora compartilho com vocês. Afinal de contas, devo bastante às minhas duas companheiras buscadoras, parte do mérito desse meu abrir de cortinas, desse momento de claridade pro mundo que me cerca atualmente.

Ontem agradeci a Akilah por fazer parte da minha vida. O mesmo serve pra companheira Arellah, já que também faz parte da caminhada. Digo isso porque mais do que nunca as duas fazem parte do processo, dessa descomunal essência minha de superação. A busca de ser sempre um ser mais puro, mas íntegro e mais alinhado com o cosmos. E como bem sabemos, as dores e os agúros que nos intermeiam nesse caminho são bem presentes e como todo presente, devemos desembrulhar, e contemplar o que nos é oferecido.

Bem. Esses dias cheguei a uma conclusão máxima de compreensão de vida. Da minha vida particularmente. Percebi de fato, que a expressão “muros emocionais”, a qual havia recebido como sendo uma certa característica da minha atual personalidade, me deixou matutanto por bastante tempo. No início achei que podia estar levando muito a sério essa impressão pessoal que tiveram de mim,  e que esta pudesse ser meramente superficial.

Mas e aí, se fosse superficial, era um sinal claro de que algo realmente precisava ser revisto e de fato, precisava ser urgentemente mudado. Estava usando um step emocional  furado.

Dae depois juntei com um questionamento meu antiiiiigo… que se tratava do meu grande porquê afetivo: se aparecem determinados tipo de homens na minha vida e eu me envolvo com eles e no final acaba não dando certo – geralmente sendo pelo mesmo motivo – sabia que no fundo era EU quem atraía esses homens rapazes moços. Dae a dúvida: mas e porquê mesmo?! O ímpeto: precisar saber porquê e descobrir como mudar e, mais do que urgente, literalmente, mudar!!!

Parei de culpá-los, olhei pra dentro de mim. Não enxergava muita coisa além do que via do lado de fora. Sempre a exuberância juvenil, misturada com a doçura da feminilidade e a sede de uma mulher que desabrocha pro amor. Tudo isso me lembrava a Afrodite… E as sombras da deusa ferida.

Percebi que em mim só havia o conquistar, pois não conseguia deixar-me ser conquistada. Queria a profundidade ali toda, escancarada. Nua e crua. Como na maiorida das vezes eu era essa representatividade. E esquecia que a maior profundidade está na nudez de SER. E a verdadeira entrega precede a  libido.

Mas, de fato, o momento do verdadeiro insight coube exatamente dentro do argumento anterior somado às experiências anteriores traumáticas.

Fato: todas foram em algum (e o mesmo) ponto traumáticas. Mas não menos profundas.

Desejo: Viver a profundidade do abismo homem, sem ter que chegar ao fundo cheia de hematomas e costelas quebradas.

Possível solução: Não desejar o final do abismo. Mas viver o cair

Então… a minha própria máscara caiu e o muro de Berlim de mim mesma também. Continuo a me jogar como nunca antes na vida e como todas vezes. Mas desta última com um pequeno detalhe (que faz toda a diferença):  sendo mulher em todas as facetas: a que cede, a que ama, a que dá conforto e segurança; mas, a que também sabe dizer não e impor limites. A que brilha sua real liberdade dentro de suas limitações, dentro das cercas do outro.

 

É isso.

Amo vocês….

 

Acho que transcendi…

Paranoid.

Quando a gente pense que detém algum controle, vem o mar e água tudo; levando inclusive a mim mesma. Vejo por entre janelas, algo que ninguém nunca viu. Eu só queria dizer a esse mundo louco, que a substância que há dentro de mim é a que há dentro de todo mundo. E eu sou igual ao mundo todo, sem pedaço nenhum que não seja isso.

Chamaram-me de egoísta libidinosa. Pareceu comigo mesmo e eu confirmei. Mas também consigo penetrar nos meus outros egoísmos. Parei pra ver e tinham lá muitos, mas muitos outros. O que chamam de amor em mim é tão grande, que me sinto egoísta se sentir tudo isso sozinha.

Estou triste porque a realidade é dolorida e eu sensível demais pra não sofrer. Sensível demais pra não desejar aquela mão por passando por meus cabelos quando chega a noite e eu sinto calor. A distância acaba com meu resto de músculo oco bombeador  de sangue. Me deixa fria e distante. Sem lágrimas. E cheia de amor…