Não nos apressemos, tudo se aquieta com o tempo

Não caminhemos muito devagar, o andar nos leva para caminhos necessários

Escutemos, as verdades já foram ditas a milênios e agora precisamos deixá-las reverberar em nossas consciências…

É simples, a mensagem pode ser encontrada aqui:

“Nada te pertube, nada te espante. Tudo passa, só Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem tem Deus, nada lhe falta. Só Deus basta.”

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sofrimento-obstáculo.

Frases inconclusivas que perambulavam em minha mente fazem parte agora  da nuvem míope atrás de mim. A vida se clareia e eu sinto todas as sensações que desejo viver. O olho vivo me disse pra aprender a desejar e eu entendi. Resumir em apenas uma frase, no máximo duas: o que você quer? É, eu estava mesmo em dias confusos e deixei transparecer isso da forma mais natural e mais contraditória e mais louca que os outros conseguiram ver. Mas era e não era eu em todos esses momentos. O desalinho. Agora tenho de levantar cedo e ler mais livros. Menos ele, mais eu. Forma de preservar o desejo, zelo pelo futuro. Afinal de contas, um amor me espera em recompensa pela superação dos empecilhos do caminho. E o olho vivo me disse mais uma vez:

– Não é sofrimento. É obstáculo.

E viva a impermanência!!!

o caminho

O caminho do meio é estreito

Mãos em prece

Coração selvagem na trilha da bruxa boa

Mãos em prece não manipulam

No fim do túnel, luz de nuvem rosa

E então observamos a nitidez da lua…

 

(por Saturnine e Akila numa noite massa)

Percorrendo o caminho?

Por que universos passeam meus pensamentos? O que fazer às  7 da noite em uma selva de pedras com praia? Tantas possibilidades, quase infinitas. E dentro dessas várias paredes que me cercam? Mas não são elas que me cercam, mais alguma outra coisa que ainda não sei. Uma coisa não palpável, uma coisa que foi feita de escolhas e que pode ser mudada assim com as velas em favor do vento. Pra que lado estão minhas velas? Pra que lado sopram os ventos da minha vida? Talvez eu queira um tufão, que me arrebate do chão, que mude a rota de minhas escolhas, ou talvez eu queira continuar um pouco mais nessa rota, observando as fronteiras. O que quero afinal? Estar sempre querendo alguma outra coisa diferente da que me é oferecida? Que mente insaciável e boba, desatenta às lições  advindas desse caminho. Devo estar atenta ao meu caminhar, ao invés de só passar por essas veredas desejando incessantemente outro trilhar. Agradeço, então, à rota bem-dita que percorro agora. E aprendo que é por ela que deve passar meu caminhar errante pra se tornar um acertante andar.

Sou um poço de energia criativa do mundo. Juntos transbordamos…

Repensei esse post várias vezes e sabia que devia escrevê-lo. Porque eu andei transbordando tanto, desceu no suor da corrida, mas ainda restou um pouco que agora compartilho com vocês. Afinal de contas, devo bastante às minhas duas companheiras buscadoras, parte do mérito desse meu abrir de cortinas, desse momento de claridade pro mundo que me cerca atualmente.

Ontem agradeci a Akilah por fazer parte da minha vida. O mesmo serve pra companheira Arellah, já que também faz parte da caminhada. Digo isso porque mais do que nunca as duas fazem parte do processo, dessa descomunal essência minha de superação. A busca de ser sempre um ser mais puro, mas íntegro e mais alinhado com o cosmos. E como bem sabemos, as dores e os agúros que nos intermeiam nesse caminho são bem presentes e como todo presente, devemos desembrulhar, e contemplar o que nos é oferecido.

Bem. Esses dias cheguei a uma conclusão máxima de compreensão de vida. Da minha vida particularmente. Percebi de fato, que a expressão “muros emocionais”, a qual havia recebido como sendo uma certa característica da minha atual personalidade, me deixou matutanto por bastante tempo. No início achei que podia estar levando muito a sério essa impressão pessoal que tiveram de mim,  e que esta pudesse ser meramente superficial.

Mas e aí, se fosse superficial, era um sinal claro de que algo realmente precisava ser revisto e de fato, precisava ser urgentemente mudado. Estava usando um step emocional  furado.

Dae depois juntei com um questionamento meu antiiiiigo… que se tratava do meu grande porquê afetivo: se aparecem determinados tipo de homens na minha vida e eu me envolvo com eles e no final acaba não dando certo – geralmente sendo pelo mesmo motivo – sabia que no fundo era EU quem atraía esses homens rapazes moços. Dae a dúvida: mas e porquê mesmo?! O ímpeto: precisar saber porquê e descobrir como mudar e, mais do que urgente, literalmente, mudar!!!

Parei de culpá-los, olhei pra dentro de mim. Não enxergava muita coisa além do que via do lado de fora. Sempre a exuberância juvenil, misturada com a doçura da feminilidade e a sede de uma mulher que desabrocha pro amor. Tudo isso me lembrava a Afrodite… E as sombras da deusa ferida.

Percebi que em mim só havia o conquistar, pois não conseguia deixar-me ser conquistada. Queria a profundidade ali toda, escancarada. Nua e crua. Como na maiorida das vezes eu era essa representatividade. E esquecia que a maior profundidade está na nudez de SER. E a verdadeira entrega precede a  libido.

Mas, de fato, o momento do verdadeiro insight coube exatamente dentro do argumento anterior somado às experiências anteriores traumáticas.

Fato: todas foram em algum (e o mesmo) ponto traumáticas. Mas não menos profundas.

Desejo: Viver a profundidade do abismo homem, sem ter que chegar ao fundo cheia de hematomas e costelas quebradas.

Possível solução: Não desejar o final do abismo. Mas viver o cair

Então… a minha própria máscara caiu e o muro de Berlim de mim mesma também. Continuo a me jogar como nunca antes na vida e como todas vezes. Mas desta última com um pequeno detalhe (que faz toda a diferença):  sendo mulher em todas as facetas: a que cede, a que ama, a que dá conforto e segurança; mas, a que também sabe dizer não e impor limites. A que brilha sua real liberdade dentro de suas limitações, dentro das cercas do outro.

 

É isso.

Amo vocês….

 

Acho que transcendi…

egoísta, libidinosa e um pouco confusa.

De tanto buscar, parece que não me encontro. Me chamo móbile, desses que não tomam forma nem param. Acho bom porque não me acho em conceito algum. E isso parte logo, logo, quando a brisa é leve e calma e eu balanço olhando o céu de uma rede, sem me preocupar com o chão.

Eu, móbile, não sei de mim. Não sou dona de mim, muitas vezes. Deixo o vento me jogar dentro do ar e vou virando e girando. Eu, móbile, não sei pra onde vou. Mas sei que vim de longe, de um outro tempo, do espaço, de um lugar meio sonho.  Eu, móbile, não sei de nada. Mas pergunto, busco, olho e procuro o não sei o que de tudo.

Meu mestre disse assim, não há nada a ser procurado. Nada a ser encontrado. Nada a ser esperado. Nada a ser desesperado. São dois mestres, na verdade. Ambos magros, calmos, precisos. E eu, móbile. Egoísta, libidinosa e um pouco confusa.

Vou seguir o conselho do Mestre 02. Inventar uma desculpa esfarrapada e continuar vivendo…

no jardim da frei serafim

Setas para o infinito. Por onde andar? Qual é a cor do amanhã? Vai chover?

O véu de maya pode ser um véu negro e belo, desses que encantam a noite. Fecha nossos olhos e encorpa o cheiro do escuro, do disforme. Do informal. Mas como todo véu, esconde as cores reais das coisas.

Estamos atrás do vazio que renova, enquanto eros se move e se mostra dentro dos nossos seres, dos desejos que guardamos para tudo. As paixões que nos embreagam e evaporam feito álcool, com álcool ou sem álcool. Amores líquidos, aquáticos, alcóolicos.

A intensidade pulsa e pode variar a intenção do amor.

Criar vínculos pode ser o foco.

egoistas libidinosos, prularidade x fidelidade natural

A energia sexual criadora do universo, kundalini
“amor que toma forma do recipiente, que toma dor e dorme, que evapora e fim